• Livia Dias

CARNIVAL ROW: SÉRIE DA AMAZON VALE A PENA?

Heeey galera! Tudo bem com vocês?


Carnival Row foi a primeira série que finalizei neste ano de 2020, e devo dizer que a Amazon realmente investiu alto na produção. Além de um elenco de peso que conta com Cara Delavigne e Orlando Bloom, a premissa da série envolve um universo próprio repleto de fadas e criaturas mágicas.


Em meio a Burgue, cidade que remete à Inglaterra vitoriana, inicialmente acompanhamos a fada Vignette (Cara Delavigne) que abandonou seu país de origem após uma guerra devastadora.


Além de se deparar com o preconceito e a hostilidade por parte dos moradores da cidade de Burgue, Vignette também reencontra um antigo amor: Rycroft "Philo" Philostrate (Orlando Bloom). Contudo, quando os dois se cruzam não é um verdadeiro conto de fadas. Vignette acreditava que Philo estava morto, e durante sete anos viveu com a dor do luto.


E por trás dessa história de amor e ódio, o arco central aborda uma onda de assassinatos que começa a preocupar os moradores da cidade. O detetive Rycroft Philo investiga os casos durante o enredo, buscando avidamente pelo assassino.




Outros núcleos criam forma dentro do enredo por trás do arco principal. Temos a rede de intrigas políticas em Burgue, que explora as tensões crescentes entre as criaturas mágicas e os humanos. Além disso, os irmãos Imogen (Tamzin Merchant) e Ezra (Andrew Gower) compõem uma das pontas mais interessantes na história: os irmãos lidam com a chegada do fauno Agreus (David Gyasi) ao seu círculo da elite.




MAS VALE A PENA ASSISTIR CARNIVAL ROW?


Orlando Bloom e Cara Delavigne em Carnival Row















Carnival Row é uma série repleta de pontos positivos. A fotografia e os cenários vitorianos são bem trabalhados. Os detalhes das criaturas mágicas não são superficiais. Tanto as fadas, quanto os faunos tem caracterizações incríveis.


Quanto ao enredo, Carnival Row desenvolve bem suas tramas durante os oito episódios. A temporada fluiu com o protagonismo de Vignette e Philo, mas particularmente fiquei presa aos episódios que desenrolaram melhor o arco envolvendo os irmãos Imogen contra o fauno Agreus.


O forte de Carnival é lidar com temas tão comuns como racismo e o preconceito contra refugiados, levando essas questões para o seu mundo fantástico. As fadas, os faunos e outras criaturas mágicas são hostilizados e injustiçados constantemente. A série consegue trazer à tona um sentimento de angústia a cada vez que um membro da elite utiliza de termos pejorativos contra as criaturas, ou usufrui de violência contra eles.


A questão do trabalho também é outro ponto interessante abordado. As criaturas mágicas são constantemente vistas exercendo funções que servem aos membros da elite (serviços domésticos, prostituição...). Por isso o núcleo do fauno Agreus me interessou tanto. Ele se trata de um personagem que cresceu na sociedade, indo contra todos os obstáculos pré-estabelecidos contra sua raça.


Claro que Carnival Row tem seus pontos negativos, como a construção de alguns personagens ser superficial e o desenrolar da relação entre Vignette e Philo. Contudo, eu simplesmente passei por cima desses deslizes facilmente e consegui aproveitar bem a série. É uma produção bem trabalhada, que pode evoluir ainda mais na segunda temporada.


A primeira temporada de Carnival Row está disponível no Amazon Prime Video. Para testar o serviço por 30 dias gratuitos e assistir a série, clique aqui.

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São Paulo, Brasil